IOP e a Internet das Coisas

Uma das tecnologias que mais tem chamado a atenção ultimamente é a Internet das Coisas ou simplesmente IoT, a sigla de Internet of Things, na forma como é mais conhecida. Chamada de a 4ª grande onda da internet, muitos a consideram talvez a maior delas. A 1ª grande onda aconteceu com a chegada dos emails, pois isso revolucionou a forma como as pessoas se comunicavam na época, além de praticamente aposentar as cartas de papel e os aparelhos de fax. A 2ª onda veio em seguida com a chegada da World Wide Web e, desta vez, a revolução foi na forma de se relacionar com as empresas, de fazer negócios, de comprar produtos e/ou serviços, surgindo o marketing digital. Mais recentemente, a 3ª grande onda foi causada pelos smartphones e a disseminação da tecnologia móvel, que permitiram o acesso à internet, emails e Web de forma geral, além das recém-surgidas redes sociais, de qualquer lugar, tornando o termo mobilidade a palavra da moda.

Finalmente chegamos à 4ª onda, a Internet das Coisas, onde o objetivo não é somente conectar pessoas à grande rede, mas sim conectar “coisas”. A palavra “coisas”, nesse contexto, pode significar desde simples objetos presentes em nosso cotidiano, como eletrodomésticos ou itens da nossa casa, como lâmpadas, persianas, móveis como também pode significar ambientes completos como um automóvel, uma indústria, uma rodovia, uma grande obra e até mesmo uma cidade.

Os números e as previsões para a Internet das Coisas são sempre grandiosos. Consultorias internacionais como a McKinsey prevêem que o impacto econômico gerado pela Internet das Coisas pode chegar a 11 trilhões de dólares até 2025. Grandes empresas de tecnologia como a Cisco falam em 50 bilhões de objetos conectados até 2020. Independentemente se as previsões vão se concretizar ou não, o fato é que a Internet das Coisas promete ser algo de grande impacto, não só econômico mas também social, pois pode a mudar a vida das pessoas, em aspectos como saúde, mobilidade e geração de emprego.

No âmbito da Administração Pública, as mudanças também irão ocorrer. Temas como Dados Abertos, Cidades Inteligentes (Smart Cities), Privacidade de Dados, Segurança da Informação, dentre outros, já fazem parte das discussões de diversos órgãos do Executivo Federal e também do Legislativo. Iniciativas como a criação da Câmara IoT, em outubro de 2014, conduzida pela Secretaria de Política de Informática (SEPIN) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Frente Parlamentar Mista em apoio às Cidades Inteligentes e Humanas, do Congresso Nacional, lançada recentemente, mostram que o Governo está atento ao assunto.

A Internet das Coisas também está no radar do IOP e acreditamos que o uso dessa tecnologia poderá trazer muitos benefícios ao setor de infraestrutura. Já estamos coletando exemplos de uso de IoT em grandes obras de governo mundo afora, principalmente nas áreas de Saneamento Básico, Transporte e Energia, nossas prioridades no Projeto Infraestrutura para Crescer e nosso objetivo é estudar os casos de sucesso e (porque não?) também os casos de fracasso, pois é com esses que mais aprendemos.

Recentemente, o Coordenador de Tecnologia IoT do IOP e Analista de Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), Guilherme Corrêa, esteve em dois eventos ligados ao tema de Internet das Coisas. No dia 06 de dezembro, como palestrante no IoT Business Forum 2016, em São Paulo e no lançamento da Consulta Pública ao Plano Nacional de IoT no Rio de Janeiro, no dia 12 de dezembro.

O objetivo do IoT Business Forum foi promover a discussão entre empresas e profissionais sobre a melhor forma de usar IoT, como desenvolver novas oportunidades de negócios, como avaliar o retorno sobre os investimentos e como superar os desafios de integração e disseminação de conhecimento. Nesta primeira edição do evento também foi debatido qual o potencial que a tecnologia de Internet das Coisas pode representar para o mercado, além de mostrar os desafios e tendências, apresentando soluções de aplicações e cases de uso.

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Diretor do IOP, Guilherme Corrêa, palestrando sobre os desafios, modelos de negócio, mercado, cenário regulatório e jurídico em IoT

 

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Painel de discussão moderado por Claudiney Santos, da Converge Comunicações e com as presenças de Ricardo Rivera, do BNDES, Patrícia Ellen, da McKinsey, Guilherme Corrêa do MCTIC e Eduardo Peixoto, do CESAR.

O evento de lançamento da Consulta Pública ao Plano Nacional de IoT contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Sr. Gilberto Kassab e com a presidente do BNDES, Sra. Maria Silvia Bastos Marques, que também assinaram um acordo de cooperação técnica entre as respectivas instituições para conduzir o estudo sobre IoT, contratado pelo BNDES, a ser executado pelo consórcio formado pela consultoria McKinsey, pelo CPqD e pelo escritório de advocacia Pereira Neto & Macedo.

Tal estudo tem como objetivo realizar um diagnóstico e propor políticas públicas no tema Internet das Coisas, estimulando a cooperação e articulação entre empresas, poder público, universidades e centros de pesquisa.

O site para participar da Consulta Pública e contribuir com o Plano Nacional de IoT é: www.participa.br/cpiot

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Mesa no evento do BNDES: Claudia Prates, Diretora Industrial do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, Presidente do BNDES, Gilberto Kassab, Ministro do MCTIC, Maximiliano Martinhão, Secretário de Políticas de Informática do MCTIC.
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Diretor do IOP e Coordenador de IOT do MCTIC, Guilherme Corrêa, divulgando o site da Consulta Pública do Plano Nacional de IoT: http://www.participa.br/cpiot

O IOP está acompanhando de perto a evolução do tema de IoT, não só aqui no Brasil, mas no mundo todo e sempre que possível estará presente nos principais eventos, seminários e workshops para discutir o assunto, sempre com o objetivo de trazer as melhores práticas de uso dessa tecnologia para dentro da Administração Pública, tornando a mesma mais eficiente, transparente e sustentável.


Guilherme Corrêa
perfilDiretor do IOPEngenheiro Eletrônico pelo IME
Mestre em Engenharia Elétrica pela UNB
Analista de Infraestrutura do Ministério do Planejamento
Trabalha com elaboração de políticas públicas para o desenvolvimento de IoT no Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações.
Integrante da equipe do projeto Infraestrutura para Crescer, em que atua como coordenador de IoT.

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