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Voluntários consertam mais de mil respiradores e devolvem a hospitais

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Uma rede voluntária formada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), indústrias e instituições públicas e privadas devolveu 1.016 ventiladores pulmonares consertados a hospitais de 223 cidades. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os aparelhos, que estavam sem uso, passaram por reparo nos 39 postos de manutenção localizados em 20 estados.

Desde que entrou em operação a Iniciativa + Manutenção de Respiradores, em 30 de março, foram recebidos mais de 3 mil respiradores, dos quais 1.351 estão em manutenção e 189 passam por calibração, última etapa antes da devolução ao serviço de saúde.

“É uma grande honra para o Senai coordenar essa rede do bem, de solidariedade que, certamente, ajudou a salvar muitas vidas. A marca de mil ventiladores pulmonares consertados gratuitamente demonstra que a união é o caminho para o Brasil enfrentar a pandemia”, disse o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi.

“A rede voluntária espera continuar a ter apoio para consertar todos os aparelhos que estão sem uso no país por falta de manutenção”, acrescentou o diretor-geral do Senai.

Segundo estimativa da LifesHub Analytics e da Associação Catarinense de Medicina (ACM), existiam ao menos 3,6 mil ventiladores pulmonares fora de uso no país, mas esse número pode ser maior, alerta a Confederação Naciona da Indústria.

De acordo com a CNI, cada aparelho pode ajudar no tratamento de até 10 pessoas.

AB

Vital Brazil e UFRJ testam soro para tratar covid-19

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Pesquisadores do Instituto Vital Brazil e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão estudando um soro hiperimune que pode tratar a covid-19. Esta técnica é a mesma utilizada contra a raiva e no caso de picadas de animais peçonhentos.

O soro é feito a partir do plasma sanguíneo de cavalos. No caso dos soros antiveneno, o sangue equino produz agentes de defesa contra a toxina inoculada no corpo. A partir desse plasma com anticorpos, é criado o soro. 

O mesmo processo é usado no soro contra a raiva, aplicado em pessoas que possivelmente tiveram contato com o vírus e que impede que o agente viral se manifeste no corpo do infectado.

No estudo contra o novo coronavírus, a UFRJ isolará e inativará o vírus, para que ele possa começar a ser inoculado em cavalos do Instituto Vital Brazil. O teste começa na próxima quarta-feira (27).

“Já vimos em muitas pesquisas realizadas pelo mundo em que o tratamento a partir do plasma de pessoas curadas da covid-19 teve efeito positivo no tratamento de infectados em estado grave. A ideia é fazer um experimento agora a partir do plasma de cavalos, para que possa ser produzido em grande escala”, afirma o presidente do instituto, Adilson Stolet.

Caso os resultados sejam promissores, daqui a quatro meses o soro poderá ser testado em humanos. Em seis meses, seria possível produzir o solo em grande escala. A capacidade do instituto é de produzir até 100 mil tratamentos por ano.

Outra pesquisa do Vital estuda anticorpos e DNA de lhamas. Com os dois estudos, é possível apostar no processo que der resultados mais rápidos.

AB

Se a economia não voltar, vai ter gente morrendo de fome

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Ao fazer nesta sexta-feira (22) um relato detalhado das ações do governo federal nos últimos 60 dias para o combate ao novo coronavírus à Comissão Mista do Congresso Nacional sobre Covid-19, o ministro-chefe da Casa Civil , Walter Souza Braga Netto, destacou o auxílio emergencial de R$ 600, que está sendo pago pelo governo federal e disse que os recursos são finitos e que a economia precisa voltar sob pena de um caos social. “O recurso é finito. Quando terminar o recurso, e não tem como continuar por muito tempo, a economia tem que voltar e aí nós precisamos do apoio dos senhores, porque se a economia não voltar, nós vamos ter gente morrendo de fome e vamos ter caos social, de desabastecimento e tudo mais”, avaliou.

Braga Netto acrescentou que o número de solicitações de benefícios de seguro desemprego subiu até o momento “apenas 9,6 %”. Para o ministro isso indica que a situação ainda está sob controle, apesar de já ser alto. O chefe da Casa Civil disse ainda que, por enquanto, por causa das ações do governo, a população e o abastecimento no país estão tranquilos, “mas o governo está se desdobrando para manter esse nível de emprego e de abastecimento”.

Nova MP

Questionado sobre as dificuldades das micro e pequenas empresas de tomarem crédito em condições especiais, o ministro afirmou que uma nova medida provisória (MP), para retirar as travas para que o crédito efetivamente chegue às micro e pequenas empresas está prestes a ser editada pelo governo. A expectativa é de que essa MP, somada à Lei 13.999/2020, recentemente sancionada, consiga aumentar a efetividade do credito que chega às micro e pequenas empresas. O texto sancionado cria linha de crédito com juros mais baixos para micro e pequenos empresários no enfrentamento da crise econômica causada pela pandemia. Os financiamentos serão concedido por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, com recursos dos Fundos Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Pró- Brasil

Outra medida anunciada aos parlamentares pelo ministro-chefe da Casa Civil durante a audiência pública foi o lançamento pelo governo federal, em até 60 dias, do Pró-Brasil. O programa, explicou, não prevê gasto de recursos públicos. “ O Pró-Brasil não prevê dinheiro. É uma ferramenta para priorizar os projetos existes no governo com ênfase em projetos que possam atrair investimentos particulares e privados. Eu tenho sido procurado por diversos empresários, diversas entidades nacionais e internacionais, que querem botar dinheiro, mas têm insegurança de aplicar no país. O Pró- Brasil é um o programa de desenvolvimento, é o caminho da prosperidade.”

Morosidade 

Cobrado sobre a demora para liberação de recursos e distribuição de insumos para o combate ao novo coronavírus, por parte do governo federal para estados e municípios, Walter Braga Netto, reclamou da burocracia. Um gestor da Esplanada dos Ministérios para fazer um gasto e não ter o CPF bloqueado ou responder ao Tribunal de Contas e a todos os órgaõs de controle, tem que tomar uma série de medidas que, afirmou, dificultam a execução desses recursos. Além disso, o general lembrou que há uma corrida de material fora do Brasil e há também dificuldade da chegada desse material da China, por exemplo. “Uma das medidas que nós pretendemos fazer durante a execução do Pro Brasil, já conversamos isso com a [pasta da] Economia, é encaminharmos para o Congresso a aprovação de medidas que facilitem essas execuções”, adiantou.

AB

Hospital paulistano cria exame de detecção de Covid-19 em larga escala

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startup Varstation, plataforma do Hospital Israelita Albert Einstein, desenvolveu um exame genético para detecção em larga escala do novo coronavírus. A técnica é capaz de analisar até 16 vezes mais amostras, uma opção viável para realização de testagem em massa.

A técnica utilizada, que tem como vantagem não apresentar casos de falso-positivo, consiste na leitura de pequenos fragmentos de DNA para identificação de doenças ou mutações genéticas. Os pesquisadores adaptaram o método para detecção de RNA, presente na covid-19.

A coleta de amostras, retiradas do laboratório no Hospital Albert Einstein, foi feita com cotonetes estéreis (chamados de swab) colocados em contato com a região nasal ou com a saliva do paciente. Posteriormente, a amostra foi preparada seguindo protocolos; e a análise dos resultados ocorreu numa plataforma de bioinformática. O resultado, de acordo com o estudo, fica pronto em até três dias.

Atualmente, os exames sorológicos (testes rápidos) usados no país detectam anticorpos produzidos pelo organismo cerca de 14 dias após a contaminação. A taxa de falsos-negativos chega a 30%. O novo teste, por sua vez, é capaz de identificar a presença do coronavírus no corpo do paciente desde o primeiro dia de infecção. Segundo os pesquisadores, a previsão é que a novidade chegue aos hospitais até o início de junho.

AB

Camex reduz a zero alíquota de IPI sobre bens de informática

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A Câmara do Comércio Exterior (Camex) reduziu a zero a alíquota do Imposto de Importação (IPI) sobre bens de informática e telecomunicações. A resolução foi publicada na edição de hoje (21) do Diário Oficial da União.

Entre os produtos estão máquinas impressoras digitais, correias de borracha resistentes a alta temperatura e módulos solares fotovoltáicos.

Os produtos foram incluídos na condição de “Ex-tarifários”, regime que consiste na redução temporária da alíquota do imposto de importação de bens de capital, de informática e telecomunicação, quando não houver a produção nacional equivalente.

AB

Governo sanciona lei que cria programa de apoio às microempresas

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que cria o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A Lei nº 13.999/2020, que abre crédito especial no valor de R$ 15,9 bilhões, foi publicada no Diário Oficial da União e entra em vigor hoje. O objetivo é garantir recursos para os pequenos negócios e manter empregos durante a pandemia do novo coronavírus no país.

Pelo texto, aprovado no fim de abril pelo Congresso, micro e pequenos empresários poderão pedir empréstimos de valor correspondente a até 30% de sua receita bruta obtida no ano de 2019. Caso a empresa tenha menos de um ano de funcionamento, o limite do empréstimo será de até 50% do seu capital social ou a até 30% da média de seu faturamento mensal apurado desde o início de suas atividades, o que for mais vantajoso.

As empresas beneficiadas assumirão o compromisso de preservar o número de funcionários e não poderão ter condenação relacionada a trabalho em condições análogas às de escravo ou a trabalho infantil. Os recursos recebidos do Pronampe servirão ao financiamento da atividade empresarial e poderão ser utilizados para investimentos e para capital de giro isolado e associado, mas não poderão ser destinados para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios.

As instituições financeiras participantes poderão formalizar as operações de crédito até três meses após a entrada em vigor desta lei, prorrogáveis por mais três meses. Após o prazo para contratações, o Poder Executivo poderá adotar o Pronampe como política oficial de crédito de caráter permanente com o objetivo de consolidar os pequenos negócios.

Deverá ser aplicada ao valor concedido a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 3%, acrescidos de 1,25%. O prazo para pagamento do empréstimo será de 36 meses. Os bancos que aderirem ao programa entrarão com recursos próprios para o crédito, a serem garantidos pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO-BB) em até 85% do valor.

Os empréstimos poderão ser pedidos em qualquer banco privado participante e no Banco do Brasil, que coordenará a garantia dos empréstimos. Outros bancos públicos que poderão aderir são a Caixa Econômica Federal, o Banco do Nordeste do Brasil, o Banco da Amazônia e bancos estaduais. É permitida ainda a participação de agências de fomento estaduais, de cooperativas de crédito, de bancos cooperados, de instituições integrantes do Sistema de Pagamentos Brasileiro, das fintechs e das organizações da sociedade civil de interesse público de crédito.

A lei foi sancionada com quatro vetos

Um dos trechos vetados previa que os bancos deveriam conceder o financiamento no âmbito do Pronampe, mesmo que a empresa tivesse anotações em quaisquer bancos de dados, públicos ou privados, de restrição ao crédito, inclusive protesto.

Para o governo, essa medida contraria o interesse público, bem como os princípios da seletividade, da liquidez e da diversificação de riscos, ao possibilitar que empresas que se encontrem em situação irregular, bem como de insolvência iminente, tome empréstimo, em potencial prejuízo aos cofres públicos. Além disso, com dispositivo proposto, as instituições financeiras poderiam direcionar as operações de crédito sob garantia do Pronampe para o pagamento de dívidas de suas próprias carteiras.

Acesso ao crédito

De acordo com pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria da Fundação Getúlio Vargas, cresceu em 8 pontos percentuais a proporção de empresários que buscou crédito entre 7 de abril e 5 de maio deste ano. O levantamento mostra ainda que 90% das empresas de micro e pequeno porte registram queda nas receitas.

Entretanto, o mesmo estudo mostra que 86% dos pequenos empresários que buscaram crédito para manter seus negócios não conseguiram ou ainda têm seus pedidos em análise. Desde o início das medidas de isolamento no Brasil, apenas 14% daqueles que solicitaram crédito tiveram sucesso.

A pesquisa, realizada entre 30 de abril e 5 de maio, ouviu 10.384 microempreendedores individuais (MEI) e donos de micro e pequenas empresas de todo o país. Essa é a 3ª edição de uma série iniciada pelo Sebrae no mês de março, pouco depois do anúncio dos primeiros casos da doença no país.

O levantamento da entidade confirma uma tendência já identificada em outras pesquisas do Sebrae, de que os donos de pequenos negócios têm, historicamente, uma cultura de evitar a busca de empréstimo. Mesmo com a queda acentuada no faturamento, 62% não buscaram crédito desde o começo da crise. Dos que buscaram, 88% o fizeram em instituições bancárias. Já entre os que procuraram em fontes alternativas, parentes e amigos (43%) são a fonte de empréstimos mais citada, seguidos de instituições de microcrédito (23%) e negociação de dívidas com fornecedores (16%).

Para o Sebrae, esse comportamento pode ter diversas razões, entre elas as elevadas taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras, o excesso de burocracia ou a falta de garantias por parte das pequenas empresas.

Analisando a procura de crédito junto aos agentes financeiros, a 3ª Pesquisa do Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios mostrou que os mais demandados, desde o início da crise, foram os bancos públicos (63%), seguidos dos bancos privados (57%) e cooperativas de crédito (10%). Entretanto, avaliando a taxa de sucesso desses pedidos, o estudo do Sebrae apontou que as cooperativas de crédito lideram na concessão de empréstimos (31%) e, na sequência, aparecem os bancos privados (12%) e os bancos públicos (9%).

A pesquisa completa está disponível no site do Sebrae.

AB

Vacina para covid-19 mostra resultado promissor

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O laboratório americano Moderna informou nesta segunda-feira (18) que sua vacina experimental contra a covid-19 mostrou potencial em um estudo de estágio inicial, já que produziu anticorpos neutralizadores do vírus semelhantes àqueles encontrados em pacientes recuperados, o que fez o preço das ações dispararem cerca de 25%.

A vacina da empresa está na vanguarda dos esforços de desenvolvimento de um tratamento para o vírus de disseminação veloz e, na semana passada, recebeu o selo de “aprovação rápida” da agência de saúde dos Estados Unidos para que a revisão regulatória seja acelerada. A Moderna espera iniciar um estudo de estágio final mais amplo em julho.

Atualmente não existem tratamentos ou vacinas aprovados para a covid-19, causada pelo novo coronavírus, e especialistas preveem que uma vacina segura e eficiente pode demorar de 12 a 18 meses.

Oito pacientes que receberam a vacina da Moderna mostraram níveis de anticorpos similares àqueles de pessoas que se recuperaram da covid-19, segundo resultados iniciais do estudo feito pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

Todos os 45 participantes do estudo receberam três doses diferentes da vacina, e a Moderna disse que viu um aumento de dependência da dose na imunogenicidade, a capacidade de provocar uma reação imune no corpo.

“Essas são descobertas significativas, mas é um ensaio clínico de estágio inicial que incluiu apenas oito pessoas. Foi projetado para a segurança. Não para a eficácia”, disse Amesh Adalja, especialista em doenças infecciosas do Johns Hopkins Center for Health Security, que não estava envolvido no estudo.

Os dados iniciais oferecem um vislumbre de esperança para uma vacina entre as mais avançadas em desenvolvimento.

Adalja disse que muitas falhas podem ocorrer entre agora e o momento em que a vacina for testada quanto à eficácia em milhares de pessoas. “O que vemos é encorajador”, disse ele.

Maximizando doses

“No contexto de uma pandemia, esperamos que a demanda exceda em muito a oferta e, quanto menor a dose, mais pessoas esperamos poder proteger”, disse o médico chefe Tal Zaks.

Em abril, o governo dos EUA fez uma aposta na Moderna, apoiando sua vacina com US$ 483 milhões da Autoridade Biomédica de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado (Barda), parte do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS).

A empresa disse que o avanço permitirá fornecer milhões de doses por mês em 2020 e, com investimentos adicionais, dezenas de milhões por mês em 2021, se a vacina for bem-sucedida.

“Estamos investindo para intensificar a fabricação para que possamos maximizar o número de doses que conseguimos produzir para ajudar a proteger tantas pessoas quanto pudermos da Sars-CoV-2”, disse o executivo-chefe da Moderna, Stéphane Bancel.

A empresa assinou contratos com a farmacêutica suíça Lonza Group e com o governo dos EUA para produzir em grande quantidade a vacina, que se mostrou segura e bem tolerada no estudo de estágio inicial.

Um participante do teste teve vermelhidão no local da injeção, o que foi caracterizado como um efeito de “grau 3”. Não foi relatado nenhum efeito colateral grave, segundo a empresa.

As ações da Moderna subiram 240% no espaço de 12 meses encerrado na última sexta-feira (15).

AB

Ler notícias boas, positivas, faz bem para a nossa saúde

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Precisamos de boas notícias mais do que nunca.

Todos podemos concordar que este ano tem sido um passeio selvagem, cheio de tragédia, ansiedade e incerteza sobre o futuro. Mas mesmo nesses tempos difíceis, podemos elevar nosso espírito, concentrando-nos nas coisas positivas que estão acontecendo ao redor do mundo. De fato, estudos descobriram que isso é bom para a nossa saúde, tanto mental quanto física! Aqui estão seis razões pelas quais você deve incorporar boas notícias em sua rotina de leitura.

1) Atenua o número psicológico de notícias negativas.

Pesquisadores da Universidade de Southampton descobriram, em um estudo envolvendo mais de 2.000 participantes, que consumir más notícias pode causar ansiedade e um mau humor geral. Notícias animadoras, por outro lado, motivaram os leitores a causar um impacto positivo em vez de lamentar as questões sociais.

2) Encoraja os leitores a se manterem informados sobre questões importantes.

Um estudo descobriu que os participantes que leram uma história on-line com foco em soluções para a pobreza passaram mais tempo na página. Outro mostrou artigos baseados em soluções que tornaram os leitores mais interessados na edição em destaque – e esperançosos em fazer a diferença.

3) Aumenta o seu humor e perspectivas.

O pesquisador Nathaniel Lambert, da Universidade Brigham Young, descobriu que as pessoas que compartilham histórias de bem-estar com outras pessoas tendem a ser mais felizes. Em seu estudo de quatro semanas, os participantes documentaram experiências que os fizeram sentir-se gratos em um diário e depois os compartilharam com um parceiro duas vezes por semana. Fazer isso os tornou mais satisfeitos e satisfeitos com suas vidas.

4) Melhora os relacionamentos.

O mesmo estudo mencionado acima descobriu que as respostas dos parceiros afetaram diretamente o humor dos participantes. Aqueles que responderam entusiasticamente acabaram melhorando o humor de seus parceiros, enquanto ouviam “experiências agradecidas” também os faziam sentir-se mais felizes! Essas interações positivas não apenas abrem a comunicação, mas também criam confiança.

5) Ajuda as pessoas a se adaptarem após situações difíceis.

Estudando casais de membros do serviço em Oregon, a psicóloga social Sarah Arpin, da Universidade Gonzaga, aprendeu que compartilhar boas notícias facilita a vida dos membros do serviço que retornam da implantação ou ajudam durante desastres naturais. Aqueles que compartilharam experiências positivas com parceiros de apoio dormiram melhor e tiveram mais sucesso no local de trabalho.

“Este estudo contribui para um corpo maior de literatura que apóia a importância de compartilhar com seu parceiro quando coisas boas acontecem, além de responder positivamente ao compartilhamento de boas notícias”.

Sarah Arpin – Psicóloga

6) Faz bem ao coração.

Segundo os pesquisadores, as notícias que inspiram otimismo podem melhorar a saúde do coração ! Laura Kubzansky, da Harvard TH Chan School of Public Health, descobriu em um estudo que pessoas otimistas tendem a ter estilos de vida mais saudáveis ​​e lidam melhor com o estresse, tornando-as menos propensas a morrer de doenças cardíacas ou sofrer um derrame.

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Pandemia leva startups a desenvolverem produtos contra covid-19

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A pandemia do novo coronavírus levou várias startups (empresas emergentes), apoiadas pelo fundo Criatec do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a adaptarem suas linhas de produção para o combate à covid-19.

Uma dessas empresas é a Cliever, que produz impressoras 3D em Belo Horizonte (MG). “Aqui, como em todas as outras empresas, a gente entrou em pânico quando foi decretado o isolamento em função da pandemia”, disse o diretor-geral da startup, Rodrigo Krug, que recebeu R$ 3 milhões do Criatec 2 em 2015. “Nosso telefone parou de tocar, nossos clientes pararam de nos atender, porque também estavam parando as operações, e a gente entrou em pânico”.

Em uma sexta-feira, Krug fez as contas e decidiu dar uma semana de férias coletivas aos colaboradores para ver o que poderia ser feito no momento, para não precisar desligar ninguém. No sábado, monitorando o mercado de impressão 3D, Rodrigo Krug percebeu que havia um movimento muito forte fora do Brasil para fabricação de equipamentos individuais de proteção (EPIs) e se conectou com algumas pessoas.

“No domingo, peguei todas as máquinas que tinha em estoque e, na segunda-feira, já estava imprimindo, com mais de 80 máquinas das nossas bancadas”. Krug viu então que precisava de gente para ajudar. Chamou as pessoas da produção e a coisa foi ganhando escala. “Quarta-feira, já tinha chamado todo mundo de volta (das férias)”.

Deixou em casa os funcionários dos departamentos comercial e administrativo, prospectando oportunidades de negócio na parte de EPIs. Ele tomou medidas de segurança para a turma da linha de produção tanto dentro da empresa, quanto fora dela. “A gente viu que poderia ser uma oportunidade no momento e investiu. Em vez de ficar parado, a gente se antecipou, comprou maquinário, matéria-prima e produziu 40 mil unidades de EPIs nos últimos dias. Um negócio que estava fadado a ficar parado, porque ninguém estava comprando os nossos produtos, começou a reaquecer e virou uma oportunidade de negócio que estimulou a operação da empresa durante algumas semanas e nos deu caixa suficiente para pensar no próximo passo, no pós-crise”.

Insumos

Como eles próprios estavam imprimindo os equipamentos, notaram que a demanda pelos insumos também cresceu. A Cliever já tinha o maquinário para produzir o material e começou a explorar esse mercado, que se mostrou crescente. “A gente pôde fornecer a fabricação de filamentos para nossos clientes e também de outras empresas. Querendo ou não, excluindo o malefício que a crise nos trouxe, a gente conseguiu transformar esse limão em limonada”, destacou o diretor-geral da Cliever. A pequena empresa criou um protetor facial hospitalar, o Cliever Shield.

A partir de agora, com o reaquecimento do mercado de impressoras 3D, Krug está atento às oportunidades que surgem, não só para fabricação como prestação de serviços, e na parte de filamentos em que a startup hoje tem concentradas 70% de suas operações. Paralelamente, a empresa continua esperando demanda de EPIs superior a 500 mil unidades durante a pandemia. “A gente acredita que vai haver ainda uma demanda grande sobre esses produtos. E estamos preparados para fornecer”. A capacidade produtiva de EPIs da Cliever é de 10 mil unidades por dia.

A Cliever não demitiu nenhum funcionário e acabou contratando temporários. “Minha equipe está toda integral”, afirmou Krug. “Hoje, inclusive, a gente está pensando em expandir”.

Alinhamentos ortodônticos

Especializada na fabricação de aparelhos ortodônticos, do tipo alinhadores transparentes, a partir de tecnologia de impressão 3D, junto com scanners tridimensionais, a Compass, também instalada em Minas Gerais, contou com R$ 5 milhões em investimentos do Criatec 2 desde 2015. Com o início da pandemia e da quarentena, o gerente de Marketing da Compass, Eduardo Soares, disse que o setor odontológico foi muito prejudicado, uma vez que foi proibido pelos conselhos federal e estaduais de fazer atendimentos que não fossem emergenciais.

Diante da “enorme” redução da demanda, a Compass baseou-se em pesquisas e verificou que seria possível aproveitar a capacidade produtiva e direcioná-la para fabricar itens bastante úteis neste momento de crise para o enfrentamento da covid-19. Foi assim que a startup, sem deixar de produzir aparelhos ortodônticos, decidiu direcionar a capacidade ociosa para o enfrentamento do novo coronavírus.

“Começamos a desenvolver produtos que poderiam ser usados nessa linha. Hoje, temos em produção, com uma escala razoável, dois grandes produtos com esse foco do coronavírus”. Um deles é o material denominado Swab, espécie de cotonete estéril que serve para coleta de secreções na narina das pessoas para avaliação do exame PCR, que identifica se a pessoa está ou não infectada pelo novo coronavírus. Esse Swab é importado da China. Com tecnologia própria, a Compass consegue fazer uma versão desse produto com haste de plástico e utilizando resina biocompatível antialérgica em impressora 3D.

Diferencial

Eduardo Soares informou que a diferença do seu produto em relação ao Swab tradicional é que não tem algodão na ponta. “Toda a coleta é feita em uma rede que a própria impressora gera com a resina plástica”. Segundo ele, a vantagem desse produto em relação ao algodão é que se consegue ter mais coleta de material retirado da narina. “O nosso material é uma resina plástica. Quando você mergulha aquele material na solução para fazer a análise, ele não absorve. Solta todo o material. Você consegue ter um material mais concentrado, com vírus ou não, para exame do tipo PCR”.

Também com maior força, a Compass está produzindo atualmente máscaras de proteção facial. O suporte que prende na cabeça é fabricado com as impressoras da empresa, utilizando também as resinas biocompatíveis. Para a lâmina de proteção, está sendo usado o mesmo plástico adotado para a produção dos alinhadores transparentes ortodônticos. “Ele tem uma grande vantagem, porque é um material totalmente translúcido. Ele dá visibilidade para o dentista, para o médico, muito boa”.

Quando a pandemia passar, Soares acredita que o foco principal da empresa voltará a ser os alinhadores transparentes, embora esteja vislumbrando que os protetores faciais tendem a ser tornar peça integrante do dia a dia dos dentistas em todo o país.

Nanox

Outra startup que se voltou para a produção de equipamentos de proteção foi a Nanox, de São Carlos (SP), fornecedora de tecnologia baseada em nanopartículas de prata para revestimento bactericida e antiviral em diversas superfícies, na qual o fundo Criatec 2 investiu R$ 3 milhões em 2015.

O diretor-geral da startup, Gustavo Simões, explicou que a companhia tem um produto que elimina bactérias e fungos com potencial antiviral. “Durante o início da pandemia, a gente foi procurado por uma empresa que fabrica brinquedos para desenvolver conjuntamente uma máscara do tipo N95, reutilizável, que fosse livre de bactérias e fungos. Ao longo desses 40 e poucos dias, a gente vem trabalhando em parceria com a Elka, que vai vender a máscara”.

Essa máscara N95 é feita a partir de uma espécie de borracha, do tipo usado na confecção de toucas de natação, que é super moldável ao rosto, além de fungicida e bactericida. “Isso é que a gente está fazendo para combater a covid-19, além de outros produtos que temos desenvolvido e lançado com alguns clientes na área têxtil, como tecidos para produção de jalecos e outras aplicações que podem ter um potencial antiviral também”, disse Simões. Desde o início da pandemia, a Nanox registrou aumento de 400% na procura por seus produtos.

Consumo

Gustavo Simões informou que a Elka produz a máscara N95 e a Nanox fornece o aditivo que confere essa propriedade antibactericida. A máscara pode ser lavada e reutilizada e fica livre de bactérias e fungos. Segundo o executivo, a produção das máscaras N95 deverá ser toda consumida no Brasil, inicialmente. “A demanda está muito grande aqui”. Eles estão em contato com empresas internacionais para licenciar o produto em outros países. Os lotes piloto já estão sendo produzidos e em cerca de 15 dias as máscaras deverão ser lançadas, após os trâmites necessários, com certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que as peças possam ser comercializadas com toda segurança.

Paralelamente, a startup mantém a linha que já fabricava, de produtos sólidos, em pó, que podem ser misturados a qualquer tipo de plástico para fazer embalagem, luvas, máscaras, tecidos e até eletrodomésticos”, explicou o diretor-geral. A linha de líquidos é destinada a tintas e madeira.

Gustavo Simões afirmou que a empresa, como qualquer companhia do país, sentiu o impacto da pandemia e teve que ser criativa para descobrir outras soluções. “Porque, senão, estaríamos ferrados”. A Nanox também não demitiu ninguém até o momento. “Não é nossa pretensão”. No período pós-crise, a ideia é entrar na área de higienização, criando produtos para limpeza de superfícies, desinfecção de ônibus e locais onde há grandes aglomerações de pessoas. “Acho que vai ser o futuro para os próximos anos”.

Capacidade

Na avaliação da gerente da Área de Mercado de Capitais do BNDES, Lívia Ribeiro, é bastante gratificante ver startups que receberam investimentos dos fundos Criatec atuando no combate à pandemia. “A capacidade de empresas brasileiras de atuarem em momentos críticos com tecnologia competitiva reforça a tese da necessidade de investimentos em startups‘, afirmou.

Os fundos da série Criatec são de investimento em participações em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) inovadoras, nos quais a BNDES Participações (BNDESPar), subsidiária de participações societárias do banco, investe juntamente com outros parceiros, em sua maioria bancos de desenvolvimento regionais. O Criatec está em sua terceira edição e, juntos, os fundos já apoiaram mais de 90 empresas brasileiras, viabilizando o registro de cerca de 100 patentes e a criação de mais de mil produtos, informou o BNDES.

AB

Indicador aponta impactos da covid-19 na economia brasileira

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O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (Iace), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), em parceria com o The Conference Board (TCB), caiu 10,1% em abril na comparação com março, passando de 112,6 para 101,2 pontos. O TCB é uma organização sem fins lucrativos para membros de empresas e grupos de pesquisa.

É a maior queda da série histórica iniciada em 1996, de acordo com a FGV. Em março, o Iace teve redução de 6,2% em relação a fevereiro (120,1 pontos). Ele já mostra impactos da covid-19 na economia.

Segundo pesquisa divulgada hoje (14), pela FGV, no Rio de Janeiro, a variação acumulada nos últimos seis meses (de outubro de 2019 a abril de 2020) também ficou negativa em 14,2%.

Das oito séries componentes do Iace, os Índices de Expectativas da Indústria, Serviços e Consumidores foram o que mais contribuíram negativamente para o resultado, mostrando recuos na margem 46,6%, 33,5% e 28,9%.

O Iace permite fazer uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros onze países e regiões já cobertos pelo TCB, que são China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coreia, Espanha e Reino Unido.

Coronavírus

Segundo o economista Paulo Picchetti, coordenador do IPC Brasil da FGV/Ibre, o indicador já reflete os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira.

“O impacto das medidas de distanciamento social já pode ser verificado em uma série de indicadores recentes ligados ao nível de atividade na economia brasileira, sinalizando uma alteração na fase do ciclo econômico. O resultado de abril indica a continuidade dessa tendência nos próximos meses”, disse Picchetti.

Já o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (Icce), que mede as condições econômicas atuais, ficou estável em abril, em comparação com março, com 103,1 pontos.

AB